1.9.09

voltei só para..



dizer que...


eu nem sei o que lhe fazia...aehmmmm!!!!

10.8.09

doces


imagem olhares.com

Aguardava a minha vez de ser atendida numa pastelaria da cidade, que tem uns bolos deliciosos. Cheios de cremes e mais cremes, realmente deliciosos. À minha frente uma rapariga dos seus vinte e poucos anos, metida numas calças que pareciam ser um número abaixo do seu, que segurava impaciente numa mão um molho de chaves e o telemóvel na outra. A rapariga fazia perguntas insistentes ao empregado, pois não sabia qual bolo levar. Até que deixando surpreso o empregado e as pessoas que estavam na fila, ela agradeceu e saiu.

Todos os dias fazemos escolhas. Lembro-me que durante muito tempo eu fazia escolhas sem sequer me dar conta disso. Optava por um caminho em vez de outro para voltar a casa, não escolhia as entrevistas de emprego a que me submetia, não escolhia os amigos que me respeitam, que relações levar adiante e a atitude mais sensata a tomar nas situações quotidianas.

A verdade é que mesmo a pessoa mais calculista não escapa a uma escolha errada. A medida desse errado é claro as consequências dessa escolha. Houve alturas em que pensei que escolher tirava a espontaneidade da vida.

Voltando à rapariga, esta tinha duas hipóteses: ter pedido um bolo de chocolate com recheio de natas e nozes, provavelmente o seu desejo imediato ou parar um segundo e reflectir sobre o mal que este lhe faria a longo prazo.

No primeiro impulso ela pensou que era apenas mais um doce, que não estaria a caminhar para um processo de autodestruição irrevogável, que tal nunca aconteceria com ela, que o mundo não é feito para os disciplinados.

Num atitude sensata, acompanhada de uma fuga, ela pensou que depois de passada a vontade, teria feito a escolha certa.

O que resta é a amarga frustração de não ter comido o bolo de chocolate. Não é uma questão de poder, de engordar, é muito mais do que isso: é sentir. É preciso olharmos atentamente, antes do momento da escolha, é preciso sentir e o sentir vem bem antes do acto de optar.

A rapariga não superou a tentação. Acho que ela conseguiu fugir dela, ainda que momentaneamente. Ele vai continuar obcecada em fazer escolhas que julga serem as correctas, vai continuar a não ver os seus impulsos, ligados a sentimentos mais profundos do que a banalidade de dizer sim ou não a um bolo de chocolate.

Provavelmente um dia coordenará melhor o sentir e pensar e tornar-se-á mais confiante. Entrará na pastelaria, pedirá um bolo com recheio de natas e nozes, conhecendo o prazer e as consequências de saborear uma óptima fatia de bolo.

A rapariga sou eu e é óbvio que eu não estou a falar de doces.

31.7.09

a salvação..

a minha vida nunca mais foi a mesma desde que tento criar chatbots. Basta criar diálogos giros com as perguntas mais tontas que as alminhas deste mundo possam fazer!.



e vocês o que gostariam de perguntar?

29.7.09

B/W



Gosto tanto do mês que aí vem.

Tenho sempre a sensação que trabalho menos. Faço anos, recebo prendas. O país está em festa. Quermesse em qualquer santa terrinha.

Lisboa está mais calma, mais repousante e mais brilhante.
A frescura do Tejo, os 35 graus à sombra, as esplanadas, os petiscos, tudo cheio de cor.

E aqui é tudo a preto e branco.

20.7.09

mal ou bem, é para poucos!

Cinco anos de divagações
Protestos fracos
Muitas dores de cabeça
Destaques no sapo
Semanas nos Tops
Banalidades
Silêncios
Segredos
Gostos
Desgostos
Disfarces de uma mente pouco criadora
5 anos de blog, 5!!!!

14.7.09

ora vamos lá a ajudar a moça!

Como boas pessoas que sois ( que sei que sim!) dizei-me assim algo altamente inspirado sobre:

"A religião é o ópio do povo"

é ou não é? e porquê?

Se forem muito tímidos, o email do lado está disponível.

13.7.09

changes



Cheguei à hora combinada, a mala enorme, roupas básicas, o tempo é outro.

Entrei, recepções brilhantes.

A rotina seguia, a mil. Telefonemas, pedidos urgentes. E nisso, lá estava eu, entre mil pensamentos, a calculadora do tempo, muita fome, a vaguear pelos dicionários técnicos.

Concentrei-me no meu trabalho, e coloquei a minha mente indagadora em stand-by.

Estas mudanças e a ideia de trabalhar tanto, deixam-me praticamente morta.

Terminei o meu dia, perdida no regresso a casa, entre um ou dois telefonemas, acabei por encontrar a rua certa.

Ainda bem que eu acho sempre o caminho de regresso a casa.

8.7.09

entre as técnicas de Marketing

ando eu muito afastadinha daqui, não que não tenha lido alguns posts de alguns blogs nada interessantes ( mas que servem, e na perfeição para quem não tem nada para fazer, ou que está numa de não trabalhar assim muito).
Ele é "Eu sei todas as manhas dos homens", ele é " Os vernizes melhores do mundo e arredores", ele é "ai que a Gisele Bundchen é tão linda", "eu fui aqui, ali, acolá, eu vou ali, passear assim e assado"..Para não falar da gripe.

Ufa! Isto tudo entre muito marketing e comunicação causa-me um certo cansaço. As minhas pernas bem o fazem notar.

Chego aqui para ver a minha bailarina linda e dou de caras com o meu novo seguidor. o 16. É ele. Bolas ganhei o dia.

Vá...menos..vá

6.7.09

. . .

Um texto sem hesitação ou retorno, todo pomposo, cheio de citações e não sei mais o quê, provavelmente abordaria a magnífica entrevista de Miguel Sousa Tavares no DN de ontem (opinião sobre Facebooks, Twitters e blogs e blogs assim assim, alguém leu?), dos Contemporâneos (melhor que a Sónia Tavares, só mesmo o Manuel Marques a imitá-la na sua Mula da Cooperativa, ao jeito Gaivota, da Amália) e quiçá até embutir aqui um link do youtube e foge-me tudo da cabeça.
Merda

5.7.09

intoxicação televisiva

Depois de escrutinarem a existência de Michael Jackson, vão agora fazer emissões especiais de uma alma com um par de brincos.

Vómitos.

3.7.09

coisas que me alimentariam o ego




Dar 200 voltas ao jardim do Campo Grande, a correr. Depois de um dia de trabalho.

1.7.09

life is a roller coaster

dou um passo em frente na minha profissional, mas em contrapartida dou outro para trás na minha vida amorosa.

30.6.09

venha daí a Judiciária

A falta que uma mulher faz a um homem, nota-se, acima de tudo, nos pormenores. Aquele que era o tipo mais porreiro, torna-se um bicho carniceiro que nem o remédio mais forte para moscas, mosquitos e afins consegue combater. Não o fazem por mal, é mais forte que eles. Atrapalha-lhes o disco pensarem que ninguém os quer, que apesar de todas umas desesperadas, as mulheres ainda acreditam na história da carochinha, do ramo de flores, e coisas que mais. E isso dá muito trabalho.
E em vez de se dedicarem a ler a bíblia, a jogar às cartas sozinhos, a apanhar gambuzinos, dedicam-se a chatear os de mais.

Isto aconteceu hoje. Quando recebo um telefonema de um tipo maluco, que me informava em tom de ameaça que recebeu um email não solicitado (Email Marketing, claro!) e que queria a todo o custa saber onde fomos nós encontrar o seu tão poderoso email. Que a empresa onde trabalho está “com problemas até ao tutano com a Judiciária”, “eu queria agir em conformidade, mas se vocês não me dizem onde encontraram o email, eu vou processá-los”, “Vou processá-los, a empresa vai à vida”. “Eu dou os meus dados pessoais e dentro de 2 dias (mais é impossível!, pois vou de férias) resolvemos esta situação a bem. Você diz-me onde encontrou o meu email e eu não meto a Judiciária ao barulho."

Fiquei de lhe dizer dentro de 2 dias.

Mas digo-lhe agora, se ele andar por aqui. E tomára que sim.

Encontra uma mulher nos classificados, mazé. Não chateies quem trabalha.

29.6.09

o efeito devastador de Timbaland

onde mete a mão estraga tudo.

Quando comecei a conhecer outras músicas, que não o atira o pau ao gato, os Soundgarden foram uma das primeiras bandas que ouvi. Os discos deles são na sua grande maioria irrelevantes. Os primeiros talvez, tenham mais relevância pela afirmação necessária da época, a partir de então, apresentaram a mesma sonoridade e demonstraram falta de esforço para mudar alguma coisa. Longe de épicos. Repetiu-se nos dois últimos cds dos Audioslave.

Mas eu até gostava e era fã da brutal voz e presença de Chris Cornell. Era. Ouvi o novo disco, na esperança de conhecer algo mais inovador e arrojado feito por ele.
O que ouvi fez-me acreditar que tinha visto a capa certa, com o CD errado lá dentro. Antes fosse.
Levei algum tempo a convencer-me que era dele. O deus Cornell, que fez suspirar (e faz ainda!) os corações de muitas fãs, com tamanho poder de voz e técnica para composição aparece agora com um álbum de prateleira.

Vou acreditar que são crises de meia-idade, que ele gozou em grande com os fãs, e que no próximo voltará fantástico, como alias ele é.

28.6.09

do coração

ele adora o meu blog, mas detesta o meu layout