é sempre melhor quando nos encontramos ao vivo e a cores…
A vida tem-me ensinado que nada acontece por acaso. Certos obstáculos aparecem no nosso caminho para darmos mais valor às pequenas coisas que são realmente importantes.
Hoje foi tempo de recordar os velhos tempos. Revê-la foi ouro sobre azul.
Foi um almoço que soube a pato com papel e cabelos à mistura, numa esplanada bem agradável, em excelente companhia.
E depois, há aqueles gestos quase invisíveis, palavras que se perdem em burburinhos, sorrisos que passam despercebidos, uma série de pormenores que julgamos sem importância mas que não o são.
10.3.09
pride
Não me deixa viver em paz. É ele que me tira o sono. Que me lembra, a cada segundo, que preciso ser melhor que todos os outros e que por vezes me engana, fazendo-me pensar que, de facto, sou superior. Não basta ser boa. É preciso ser o máximo.
A razão é inimiga do meu orgulho, cheia de ciências, ela enterra as minhas vaidades e lembra-me, a cada segundo, que continuo a ser sempre inferior. Não basta acusar-me de ser um ser humano comum, a razão faz-me olhar ao espelho e perceber que sou pior. Pior que o meu vizinho, do que um estranho.
Sobra-me idolatria ao espelho, os olhos que vêem. Falta-me equilíbrio, satisfação e contentamento.
Sou arrogante, prepotente e por vezes muito infeliz com isso. Mas sou também deliberadamente egoísta para mudar.
É por culpa dele que às vezes me torno maníaco-depressiva.
A razão é inimiga do meu orgulho, cheia de ciências, ela enterra as minhas vaidades e lembra-me, a cada segundo, que continuo a ser sempre inferior. Não basta acusar-me de ser um ser humano comum, a razão faz-me olhar ao espelho e perceber que sou pior. Pior que o meu vizinho, do que um estranho.
Sobra-me idolatria ao espelho, os olhos que vêem. Falta-me equilíbrio, satisfação e contentamento.
Sou arrogante, prepotente e por vezes muito infeliz com isso. Mas sou também deliberadamente egoísta para mudar.
É por culpa dele que às vezes me torno maníaco-depressiva.
7.3.09
oportunidades
Nunca nos zangámos, mas também nunca fomos grandes amigas. Apesar de termos frequentado a mesma turma, não conversámos muitas vezes. Havia uma certa antipatia no ar. Tudo por causa de uma paixão do ciclo e de uma história "complexa" na qual os três estávamos envolvidos. Pelo menos era assim que eu via.
Muda-se de área e de amigos, ela foi também. A minha turma, enorme como era, acabou reduzida a meia dúzia de pessoas. E eu mudei o círculo de convivência. Depois disso só acompanhei a maior parte deles em esporádicos encontros. De repente aparecia sempre alguém, que dizia “Lembras-te dela, dele? Sabes o que aconteceu?".
De vez em quando encontrava-a. Naquela fracção de segundos pensava se a cumprimentaria. Mas como ela raramente me reconhecia, achei melhor esquecer esse assunto. Pensei que não faria sentido, afinal, não éramos amigas. Apenas tínhamos os mesmos amigos, o que é uma grande diferença. Preferi perder a oportunidade.
Agora ela está cá. Vejo-a novamente. Por coincidências causadas por acontecimentos coordenados de segundos. Temos tanto para conversar, pensei por momentos. Depois dessa constatação, um belo sorriso e uma conversa agradabilíssima.
Em poucos minutos falámos das nossas vidas. Em questão de segundos a antipatia cultivada há anos transformou-se em carinho. Quando somos adolescentes, as coisas tomam uma proporção infinitamente maior do que realmente são. Agora percebemos que poderíamos ter resolvido as questões de outra forma. Era tudo tão simples.
Lembrei-me de uma frase do filme Benjamim Button. É preciso aproveitar todas as oportunidades, até mesmo as que por uma vez perdemos.
Muda-se de área e de amigos, ela foi também. A minha turma, enorme como era, acabou reduzida a meia dúzia de pessoas. E eu mudei o círculo de convivência. Depois disso só acompanhei a maior parte deles em esporádicos encontros. De repente aparecia sempre alguém, que dizia “Lembras-te dela, dele? Sabes o que aconteceu?".
De vez em quando encontrava-a. Naquela fracção de segundos pensava se a cumprimentaria. Mas como ela raramente me reconhecia, achei melhor esquecer esse assunto. Pensei que não faria sentido, afinal, não éramos amigas. Apenas tínhamos os mesmos amigos, o que é uma grande diferença. Preferi perder a oportunidade.
Agora ela está cá. Vejo-a novamente. Por coincidências causadas por acontecimentos coordenados de segundos. Temos tanto para conversar, pensei por momentos. Depois dessa constatação, um belo sorriso e uma conversa agradabilíssima.
Em poucos minutos falámos das nossas vidas. Em questão de segundos a antipatia cultivada há anos transformou-se em carinho. Quando somos adolescentes, as coisas tomam uma proporção infinitamente maior do que realmente são. Agora percebemos que poderíamos ter resolvido as questões de outra forma. Era tudo tão simples.
Lembrei-me de uma frase do filme Benjamim Button. É preciso aproveitar todas as oportunidades, até mesmo as que por uma vez perdemos.
6.3.09
Parti o meu espelho
A minha testa escorre suor. Tenha a nítida sensação de me terem caído cacos de espelho partido nos olhos. Fiz aquilo de novo! A minha mão nem bate na testa por surpresa. E, no fundo, eu sei que mereço.
Quase estraguei tudo!
Sete anos de azar. Parti o meu próprio espelho. Tentei juntar todos os bocadinhos para me ver inteira e nua. Quebrei os votos de lealdade comigo mesma. Desorganizei-me. Perdi-me.
As unhas cresceram demais. Os meus cabelos ficaram estragados, perderam a sua verdadeira cor. As minhas roupas estão curtas, pequenas e apertadas.
Perdi os meus textos. Desaprendi o português. Deitei todos os livros para o lixo. Não vou ouvir mais música. Não vou dançar mais. Não vou rezar mais.
Não me olho sequer ao espelho.
Vou ter sete anos de azar!
Não vejo
Ás vezes penso que ..
- O último bocadinho de espelho se escondeu na minha pupila.
Quase estraguei tudo!
Sete anos de azar. Parti o meu próprio espelho. Tentei juntar todos os bocadinhos para me ver inteira e nua. Quebrei os votos de lealdade comigo mesma. Desorganizei-me. Perdi-me.
As unhas cresceram demais. Os meus cabelos ficaram estragados, perderam a sua verdadeira cor. As minhas roupas estão curtas, pequenas e apertadas.
Perdi os meus textos. Desaprendi o português. Deitei todos os livros para o lixo. Não vou ouvir mais música. Não vou dançar mais. Não vou rezar mais.
Não me olho sequer ao espelho.
Vou ter sete anos de azar!
Não vejo
Ás vezes penso que ..
- O último bocadinho de espelho se escondeu na minha pupila.
25.2.09
A criar paciência
O tempo escorre por entre os meus poros, os cabelos já estão despenteados para que no próximo amanhecer esteja tudo limpo dentro de mim. No ecrã Carolina Patrocínio, a Vesga, afasta-me a atenção por momentos. Ela a quem ainda ninguém deu um tiro televisivo. E é aí que desejo mais. Mudo. Mudo. Regresso ao meu mundo ao som do velho Rod Stewart.
Textos pendentes. Desejo terminar o que começo. E, se não, acordo incompleta como se precisasse de procurar noutro lugar aquilo que não tive. E esse outro lugar é dentro da minha própria cabeça.
Stewart continua a tocar vezes sem conta.
Textos pendentes. Desejo terminar o que começo. E, se não, acordo incompleta como se precisasse de procurar noutro lugar aquilo que não tive. E esse outro lugar é dentro da minha própria cabeça.
Stewart continua a tocar vezes sem conta.
24.2.09
Carnaval

Dias de conversas, lembranças, a incerteza da vida e a certeza de muitos sentimentos, presenças distantes, um cuidado especial, uma máscara que toca a alma e a transcende, uma explicação sem sentido.
uma noite de disfarces assumidos, restos de sonhos, muitos presentes!
um erro, um acerto, um momento!
um banho, um grito, uma realidade!
uma vida, um segundo, uma mudança!
um tempo, uma espera, uma recompensa!
18.2.09
Seal
Seal canta com paixão uma lista de escolhas brilhantes, entre músicas de sempre e canções menos conhecidas, destilando todo o seu talento vocal. A velhinha “A Change Is Gonna Come” de Sam Cooke, reaparece em arranjos inspirados, para ser seguido por uma bela sequência de canções que escuto diariamente.
11.2.09
blogs
Há quatro anos que leio blogues.
Da minha actividade desenfreada por aqui já nada reza a história.
Vi muitos blogues iniciarem a sua actividade, registarem-se nas "finanças", começaram a fazer os tais contactos comerciais e posteriormente e com alguma sorte ou talento ( melhor ainda) conquistarem alguns clientes.
Vi outros a escrever simplesmente só porque sim. E é esse o registo que mais aprecio, sem pretensões, sem lista de prendas, desafios da treta (shame on me, please!). E é nesta onda que há uns meses descobri (muito tarde parece-me!), um dos blogs que mais prazer me deu ler. Um must!
Acredito que haja blogs tão bons ou melhores. Mas este deixa-me com um sorriso tímido nos lábios, culpa do nonsense que por ali existe. Visitem.
Da minha actividade desenfreada por aqui já nada reza a história.
Vi muitos blogues iniciarem a sua actividade, registarem-se nas "finanças", começaram a fazer os tais contactos comerciais e posteriormente e com alguma sorte ou talento ( melhor ainda) conquistarem alguns clientes.
Vi outros a escrever simplesmente só porque sim. E é esse o registo que mais aprecio, sem pretensões, sem lista de prendas, desafios da treta (shame on me, please!). E é nesta onda que há uns meses descobri (muito tarde parece-me!), um dos blogs que mais prazer me deu ler. Um must!
Acredito que haja blogs tão bons ou melhores. Mas este deixa-me com um sorriso tímido nos lábios, culpa do nonsense que por ali existe. Visitem.
22.1.09
16.1.09
trabalhos
O que faço eu entre um relatório e umas fotografias para editar, nas alturas em que não me apetece fazer absolutamente nada...
Escolho templates para o blog, edito, estrago tudo, mudo de novo, tiro ideias dos vizinhos..para no final isto parecer igual!
Acho que estou a ter um trabalhão para nada, volto sempre ao mesmo template!!!
Aguardam-se mudanças, pelo andar da indecisão, talvez lá para Novembro...
Escolho templates para o blog, edito, estrago tudo, mudo de novo, tiro ideias dos vizinhos..para no final isto parecer igual!
Acho que estou a ter um trabalhão para nada, volto sempre ao mesmo template!!!
Aguardam-se mudanças, pelo andar da indecisão, talvez lá para Novembro...
emoções
Ando com as lágrimas a saltar dos olhos. Não. Não é TPM. É impotência diante dos factos, é uma vontade imensa de mudar os rumos e a impossibilidade, por enquanto.
Até agora aguenta-se o peso dos fardos. Porque quando eles começam a pesar demais eu mudo de humor, procuro atalhos. E deixo de gostar de mim. Mas acabo sempre por buscar forças, mansidão, serenidade, para a cabeça segurar as rédeas do maluco do coração. Esse parece um cavalo a galope, solto na planície verde. Esse não se ajusta às regras, às leis.
No espaço dos adultos não há espaço para brincadeiras, é preciso trancar a porta, fingir estar preocupada com as notícias da primeira página, planear as poses para as fotos, as palavras e os pensamentos.
Até agora aguenta-se o peso dos fardos. Porque quando eles começam a pesar demais eu mudo de humor, procuro atalhos. E deixo de gostar de mim. Mas acabo sempre por buscar forças, mansidão, serenidade, para a cabeça segurar as rédeas do maluco do coração. Esse parece um cavalo a galope, solto na planície verde. Esse não se ajusta às regras, às leis.
No espaço dos adultos não há espaço para brincadeiras, é preciso trancar a porta, fingir estar preocupada com as notícias da primeira página, planear as poses para as fotos, as palavras e os pensamentos.
6.10.08
19.9.08
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