
see ya
A minha avó tem uma gata. É pequena , cinzenta, de olhos verdes-acastanhados. Até aí tudo normal, mas cheguei à conclusão que ela não é uma gata qualquer.
Acredito que esteja sobre ela um bruxedo muito nasty duma macumbeira qualquer que quis incomodar a nossa família e foi mesmo calhar à pobre da gata. No fundo ela é uma gata possuída, um animal feroz , com força de um leão e corpo de uma ratazana fedorenta. Eu tenho medo dela, cada vez que a tento confortar num carinho e receber um ronron, a gata fedorenta macumbeira vira-se a mim como se não houvesse amanhã, com unhas, dentes, cabeça, corpo , tudo. Eu tenho muito medo dela!
fascinada por aquele conhecimento acumulado, aquela eloquência, aquelas opiniões assertivas e sortidas..Atire a primeira pedra quem não tem o costume de desenhar ou escrever enquanto fala ao telefone se tem um papel e caneta nas mãos! Essa é uma das manias peculiares que a maior parte das pessoas tem e que passa despercebida. É uma acção inconsciente, um impulso. Não há aquele sentimento de “eu não sei desenhar” ou similares. Desenha-se sem autocrítica. É literalmente uma expressão de arte.
Quando percebi a singularidade do assunto e comecei a observar as pessoas ao telefone, pude constatar que os desenhos na sua maior parte são abstractos. O meu próprio caderno é uma confusão de desenhos abstractos, como se fosse a tradução da conversa, com palavras-chave ou o retrato de algo que tenha sido comentado.
Pode parecer uma ideia tontinha, mas acharia interessante um artista plástico trabalhar os cadernos riscados.