20.2.07

...


Ser livre é, antes de mais nada, uma necessidade de espírito, mais do que do corpo. Ir dum lado para o outro é fácil, difícil é ser livre para escolher onde se quer estar e assumir a escolha de estar lá.
É viver a própria essência. Sentir os próprios sentimentos e desejar os próprios desejos. É poder expressar-se à sua maneira. É poder estar com quem se gosta.

Ser livre é não nos preocuparmos com o lugar certo, a hora certa ou a pessoa certa. Porque o ser livre é quem faz a hora certa, o lugar certo e a pessoa certa.
Mas a liberdade também exige responsabilidade. Porque o ser livre não pode sê-lo pelos outros nem pode impedi-los de também serem livres.
A sua liberdade não dá o direito de intervir na liberdade alheia.

Ser livre é andar descalço, sentir a chuva a molhar o rosto e ouvir uma boa música. É poder gostar de cores, quaisquer que elas sejam.

Ser livre é gostar de ler e ler de facto. É poder escrever só porque a folha em branco perturba. É pintar só porque a tela em branco também perturba.

Liberdade é poder acordar sem o som do despertador...

Liberdade é poder olhar na direcção que se quiser...


Liberdade é poder ver o sol nascer...

Mas não me apresentem conceitos, definições. Eu falo de sentimentos.

Confuso…não?

12.2.07

mais do mesmo

É triste constatar que:
A questão da despenalização do aborto dá a Portugal uma imagem de país arcaico e retrógrado onde a ignorância ainda está entranhada nas mentalidades e onde a influencia clerical ainda tem um peso notável.
Os especialistas dizem que os fetos só começam a ter uma certa consciência rudimentar no segundo trimestre da gravidez. No fim do primeiro trimestre o feto pode já ter alguns reflexos inconscientes, mas ainda não responde ao seu ambiente de uma forma que sugira sensibilidade. Como é que se pode dar a um organismo inerte o estatuto moral suficiente para extrapolar todas os direitos das mulheres?
Para a igreja um óvulo fecundado tem o mesmo estatuto duma criança. Por esse raciocínio tomar a pílula do dia seguinte é tão grave como matar uma pessoa, o que me parece profundamente ridículo.·Os direitos à liberdade, autodeterminação e integridade física não podem ser extrapolados por uma lei que assenta apenas numa crença de inspiração divina à qual nem todos os cidadãos são obrigados a obedecer pois também temos o direito à liberdade religiosa.

As católicas podem não abortar (ninguém as impede de terem um bebe que não querem se despenalizarem o aborto) mas não podem obrigar os outros por lei a obedecer à mesma crença.

4.2.07

As hóstias que não comi

Já diz o ditado que "é de pequenino que se torce o pepino"... Bem, eu, pessoalmente, em pequena não torci pepino nenhum, mas lá deve haver algum fundo de verdade no meio disto tudo, pois a boa educação deve começar em pequeno, antes que seja tarde de mais...
Sim, realmente houve uma enorme carência desse santo alimento (o Corpo do Senhor) na minha alimentação, daí, talvez, eu ter ficado um pouco mais pequena que o resto das pessoas (não que, por isso seja mais mal formada que uma pessoa bonita... sou só mais pequena…) mas, talvez, a falta do "santo alimento" tenha repercussões noutros aspectos da minha existência...
A minha falta de credo, o meu cepticismo, a minha desconfiança de tudo... Talvez me tenham feito falta as hóstias. Talvez não.
Outro ditado, que vou inventar eu agora diz que "o que não tiveste em pequenino, vais ter em crescidinho...", pela atenção e pelo cuidado que estão a ter com a minha formação psicológica.
A hóstia fará de mim uma pessoa melhor... Tenham Fé, quem sabe, não me tornarei numa criatura mais dócil, um dia...

23.1.07

Reaprender

Adoro filmes de animação e como alguns da minha geração, sou apaixonada pela Pixar e pela DreamWorks. Há dias vi novamente e pela quinquagésima vez “ O Rapaz Formiga” . O que mais aprecio no filme é o convite ao encantamento, o convite para olhar a vida na perspectiva dos outros, ainda mais se os "outros" forem formigas visionárias e criativas. E esta imagem instiga-me mais ainda, porque denuncia que a minha superioridade humanóide pode ser uma falácia, como ignorante e falacioso era o poder dos homens opressores ao longo da história. Preciso reaprender a olhar.

17.1.07

Palavras-Silêncio



O "Silêncio da palavra" é tão tocante e profundo - é uma luz de esperança que ilumina cada palavra. "

12.1.07

Encontrei


As pessoas gastam tanto tempo a olhar para tudo. Eu já não sou assim. Encontrei algo. Encontrei algo deveras interessante. Qualquer coisa assim de estranho, que sorri por tudo e por nada. É divertido percorrer o horizonte, tocar nas nuvens e voar. Encontrar um sorriso perdido nas estrelas ou um abraço longe numa gruta que o mar ilumina todos os dias e todas as noites. Hoje pensei que tudo isto vale a pena. Só hoje cheguei a essa conclusão, que vale a pena saltar de pedra em pedra e correr como uma menina de 5 anos

É divertido.

Sabe bem encontrar estas coisas por aí perdidas. Tornam o mundo assim um pouco mais colorido. Um pouco mais saboroso. Quase como um algodão doce. Ou quase como um chocolate. Ou quase como um chupa-chupa. Como eu adoro, há sempre tempo para isto quando mudamos o nosso ponto de vista e... Digo e repito, é divertido.
Finalmente, encontrei algo. Encontrei algo deveras interessante. Qualquer coisa assim de estranho, que sorri por tudo e por nada.

25.12.06

Balanço



Não pretendo com esta mensagem fazer um balanço do ano... esse balanço deve ser feito dia-a-dia. Parafraseando um grande amigo : "Não faz sentido a ousadia / de chegar ao fim do dia, / sem o dia rever”
E ao contrário dos anos anteriores...eu não vou relembrar! Aliás...acho o maior disparate perder tempo a enumerar a enorme quantidade de coisas que achamos estar mal na nossa vida e que queremos mudar! Aprendi...
Contudo, 2006 foi um ano mau para mim (balanço final). Posso mesmo dizer-vos que foi dos piores anos da minha vida, graças a ele, a eles, a ela, e elas, a mim..! Mas isso agora não interessa nada!

A todos um excelente 2007 e que todos os projectos que têm se possam realizar. Ah... e claro, que este blog cresça saudável e viçoso...

20.12.06

aborto


“Jovens pelo Sim”

16.12.06

O Natal

Não gosto do Natal! Não gosto das lojas a abarrotar, não gosto das correrias desenfreadas, não gosto dos rios de dinheiro que são gastos.... Sinceramente, enerva-me ver as pessoas atafulhadas com embrulhos, a correr de loja em loja para comprar prendas, bombons, roupa, bolos, brinquedos, livros, cds....meu deus, um sem fim de coisas, que às tantas por tantas já nem sequer sabemos o que vamos comprar e porquê....e o mais irónico de tudo, é que o compramos simplesmente porque é Natal, sem mais nenhuma outra razão válida!!
O Natal e o que ele deve significar está bem dentro de nós, a cada dia que passa.....dizer palavras bonitas, fazer surpresas quando nos apetece, rir e fazer rir....!!
E hoje deixo umas palavras amigas , a uma amiga que sei que de vez em quando passa por aqui para “me” ler.

Para que não me chamem coisas feias, desejo a todos um Santo e Feliz Natal!

A Inveja


Enunciar imperfeições ou enumerar defeitos é o modo mais banal (e cobarde) de invejar. À falta da coragem que as pessoas não têm para afirmar que se julgam melhores que "este" ou "aquele", dão-o a entender, de forma (supostamente) modesta, e, assim, sobressaem sobre eles.

É lamentável que isto aconteça num mundo de pessoas que se dizem adultas e responsáveis!

Tenho dito!!

6.12.06

...Não me cansem

Eu calo-me. Para não saber o que este ou aquele quer, para não ter que me perguntar o que está a acontecer comigo, calo-me. Não faço perguntas cujas respostas sei que poderiam suscitar confusões, porque sinceramente não me apetece.
Não quero saber o que queriam dizer ou o que estava por trás do que disseram, quem ouviu ou o que algumas pessoas pensaram. Não quero escutar ranhuras distorcidas de conversas que conheço de cor e salteado, palavras de pessoas que muito estimo.
Eu reclamo de certas situações sem nexo algum e penso que um dia destes ainda vou apanhar estas figuras todas de mim, juntas a rir num pesadelo paranóico que parece incapaz de me libertar dos meus próprios demónios...Eu quero, preciso e mereço férias do mundo real. Passar um tempo num lugar em que eu não tenha que dizer nada a ninguém, onde pouco me importe com os erros.

15.11.06

prometo

Algum dia (sem ser hoje!)...escreverei algo bem mais interessante!
Ah! e estou viva.

31.10.06

Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim.

Admiro-te, continuas a correr atrás dos teus objectivos, gosto de conversar contigo...mas eu acho que precisas elaborar melhor os teus argumentos.

A conversa continuou a partir disto, mas eu fiquei presa a este comentário: " precisas elaborar melhor os teus argumentos".

Tenho o hábito de me apegar às críticas, é mais do que considerá-las, é tomá-las como ponto de partida. Parece que as críticas tocam-me duma forma especial. Não estou a conseguir argumentar em relação a este sentimento. Às vezes posso pensar, pensar, passar o dia todo a pensar. Posso vomitar metafísica por todos os poros, até enquanto lavo os dentes e mesmo assim não consigo alcançar os meus argumentos. Os meus pensamentos atropelam-se. Em tempos de incertezas a "precisão" cai por terra... acasos ao acaso... Difícil achar o alvo, quando há movimentos desordenados.

Tenho uma ideia, e para defendê-la preciso provar o quanto aquilo faz sentido. Maldito pensamento cartesiano que me acompanha! Temos que entender tudo, não é? Daí essa necessidade de saber aonde tudo começa e aonde tudo acaba. Faz algum sentido?
O facto é que quero aprender a argumentar, mas não consigo organizar os meus pensamentos, não consigo parar de pensar um minuto. Independente da minha vontade.
Agora só me resta ir em direcção a mais uma tentativa. Talvez se fizesse parte do que sou este dom de argumentar, eu poderia conviver melhor com os momentos em que caem sobre a minha pessoa a ira e a reprovação social por deixar o "caminho dos certos". Isto às vezes tem um peso insustentável. Mas o maior problema é que independente das minhas escolhas, me cobram comportamentos extraordinários, como esta tal capacidade de argumentar.

Acontece que por um lado a simplicidade dos ignorantes me atrai. Tenho pena e pavor dos que vivem para deixar heranças literárias, filosóficas, ou tentativas outras, últimas de comunicar sentimentos à eterna surdez do mundo.

7.10.06

...


A vida é uma grande roda gigante, há pessoas a sofrer por migalhas, não olham para o horizonte, apenas para o chão. Eu gosto de ser livre, não sei ficar presa, a liberdade é sinonimo de confiança própria.

Quiseram-me prender , mas não souberam como!

16.9.06

uma nova fase


Outro ano sem excepção. Uns seguirão o seu caminho, outros continuarão na mesma. É um novo ciclo que se abre para alguns. Volto a ver algumas caras que me acompanharam todos os dias, desde há alguns anos. Deixo de ter um suporte onde me apoiar quando algo corre mal em determinado momento.

Fico contente por quem vai começar uma nova fase, por quem vai seguir o seu caminho. Eu escolhi o meu, talvez devesse ter arriscado, talvez devesse ter tentado experimentar novas opções, talvez... Mas não me arrependo. Arrependo-me sim de não ter tomado esta decisão logo de início, há três anos. Se calhar tinha sido mais fácil.

Vou ter saudades daqueles que me eram mais próximos. Vou ter saudades das gargalhadas, dos sorrisos e de me sentir e fazer os outros sentirem-se confortados depois de uma desilusão.

A vida segue, e sei que ninguém pode mudar o passado e tudo o que de bom aconteceu.