Não gosto do Natal! Não gosto das lojas a abarrotar, não gosto das correrias desenfreadas, não gosto dos rios de dinheiro que são gastos.... Sinceramente, enerva-me ver as pessoas atafulhadas com embrulhos, a correr de loja em loja para comprar prendas, bombons, roupa, bolos, brinquedos, livros, cds....meu deus, um sem fim de coisas, que às tantas por tantas já nem sequer sabemos o que vamos comprar e porquê....e o mais irónico de tudo, é que o compramos simplesmente porque é Natal, sem mais nenhuma outra razão válida!!
O Natal e o que ele deve significar está bem dentro de nós, a cada dia que passa.....dizer palavras bonitas, fazer surpresas quando nos apetece, rir e fazer rir....!!
E hoje deixo umas palavras amigas , a uma amiga que sei que de vez em quando passa por aqui para “me” ler.
Para que não me chamem coisas feias, desejo a todos um Santo e Feliz Natal!
16.12.06
A Inveja

Enunciar imperfeições ou enumerar defeitos é o modo mais banal (e cobarde) de invejar. À falta da coragem que as pessoas não têm para afirmar que se julgam melhores que "este" ou "aquele", dão-o a entender, de forma (supostamente) modesta, e, assim, sobressaem sobre eles.
É lamentável que isto aconteça num mundo de pessoas que se dizem adultas e responsáveis!
Tenho dito!!
6.12.06
...Não me cansem
Eu calo-me. Para não saber o que este ou aquele quer, para não ter que me perguntar o que está a acontecer comigo, calo-me. Não faço perguntas cujas respostas sei que poderiam suscitar confusões, porque sinceramente não me apetece.
Não quero saber o que queriam dizer ou o que estava por trás do que disseram, quem ouviu ou o que algumas pessoas pensaram. Não quero escutar ranhuras distorcidas de conversas que conheço de cor e salteado, palavras de pessoas que muito estimo.
Eu reclamo de certas situações sem nexo algum e penso que um dia destes ainda vou apanhar estas figuras todas de mim, juntas a rir num pesadelo paranóico que parece incapaz de me libertar dos meus próprios demónios...Eu quero, preciso e mereço férias do mundo real. Passar um tempo num lugar em que eu não tenha que dizer nada a ninguém, onde pouco me importe com os erros.
Não quero saber o que queriam dizer ou o que estava por trás do que disseram, quem ouviu ou o que algumas pessoas pensaram. Não quero escutar ranhuras distorcidas de conversas que conheço de cor e salteado, palavras de pessoas que muito estimo.
Eu reclamo de certas situações sem nexo algum e penso que um dia destes ainda vou apanhar estas figuras todas de mim, juntas a rir num pesadelo paranóico que parece incapaz de me libertar dos meus próprios demónios...Eu quero, preciso e mereço férias do mundo real. Passar um tempo num lugar em que eu não tenha que dizer nada a ninguém, onde pouco me importe com os erros.
15.11.06
31.10.06
Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim.
Admiro-te, continuas a correr atrás dos teus objectivos, gosto de conversar contigo...mas eu acho que precisas elaborar melhor os teus argumentos.
A conversa continuou a partir disto, mas eu fiquei presa a este comentário: " precisas elaborar melhor os teus argumentos".
Tenho o hábito de me apegar às críticas, é mais do que considerá-las, é tomá-las como ponto de partida. Parece que as críticas tocam-me duma forma especial. Não estou a conseguir argumentar em relação a este sentimento. Às vezes posso pensar, pensar, passar o dia todo a pensar. Posso vomitar metafísica por todos os poros, até enquanto lavo os dentes e mesmo assim não consigo alcançar os meus argumentos. Os meus pensamentos atropelam-se. Em tempos de incertezas a "precisão" cai por terra... acasos ao acaso... Difícil achar o alvo, quando há movimentos desordenados.
Tenho uma ideia, e para defendê-la preciso provar o quanto aquilo faz sentido. Maldito pensamento cartesiano que me acompanha! Temos que entender tudo, não é? Daí essa necessidade de saber aonde tudo começa e aonde tudo acaba. Faz algum sentido?
O facto é que quero aprender a argumentar, mas não consigo organizar os meus pensamentos, não consigo parar de pensar um minuto. Independente da minha vontade.
Agora só me resta ir em direcção a mais uma tentativa. Talvez se fizesse parte do que sou este dom de argumentar, eu poderia conviver melhor com os momentos em que caem sobre a minha pessoa a ira e a reprovação social por deixar o "caminho dos certos". Isto às vezes tem um peso insustentável. Mas o maior problema é que independente das minhas escolhas, me cobram comportamentos extraordinários, como esta tal capacidade de argumentar.
Acontece que por um lado a simplicidade dos ignorantes me atrai. Tenho pena e pavor dos que vivem para deixar heranças literárias, filosóficas, ou tentativas outras, últimas de comunicar sentimentos à eterna surdez do mundo.
A conversa continuou a partir disto, mas eu fiquei presa a este comentário: " precisas elaborar melhor os teus argumentos".
Tenho o hábito de me apegar às críticas, é mais do que considerá-las, é tomá-las como ponto de partida. Parece que as críticas tocam-me duma forma especial. Não estou a conseguir argumentar em relação a este sentimento. Às vezes posso pensar, pensar, passar o dia todo a pensar. Posso vomitar metafísica por todos os poros, até enquanto lavo os dentes e mesmo assim não consigo alcançar os meus argumentos. Os meus pensamentos atropelam-se. Em tempos de incertezas a "precisão" cai por terra... acasos ao acaso... Difícil achar o alvo, quando há movimentos desordenados.
Tenho uma ideia, e para defendê-la preciso provar o quanto aquilo faz sentido. Maldito pensamento cartesiano que me acompanha! Temos que entender tudo, não é? Daí essa necessidade de saber aonde tudo começa e aonde tudo acaba. Faz algum sentido?
O facto é que quero aprender a argumentar, mas não consigo organizar os meus pensamentos, não consigo parar de pensar um minuto. Independente da minha vontade.
Agora só me resta ir em direcção a mais uma tentativa. Talvez se fizesse parte do que sou este dom de argumentar, eu poderia conviver melhor com os momentos em que caem sobre a minha pessoa a ira e a reprovação social por deixar o "caminho dos certos". Isto às vezes tem um peso insustentável. Mas o maior problema é que independente das minhas escolhas, me cobram comportamentos extraordinários, como esta tal capacidade de argumentar.
Acontece que por um lado a simplicidade dos ignorantes me atrai. Tenho pena e pavor dos que vivem para deixar heranças literárias, filosóficas, ou tentativas outras, últimas de comunicar sentimentos à eterna surdez do mundo.
7.10.06
16.9.06
uma nova fase

Outro ano sem excepção. Uns seguirão o seu caminho, outros continuarão na mesma. É um novo ciclo que se abre para alguns. Volto a ver algumas caras que me acompanharam todos os dias, desde há alguns anos. Deixo de ter um suporte onde me apoiar quando algo corre mal em determinado momento.
Fico contente por quem vai começar uma nova fase, por quem vai seguir o seu caminho. Eu escolhi o meu, talvez devesse ter arriscado, talvez devesse ter tentado experimentar novas opções, talvez... Mas não me arrependo. Arrependo-me sim de não ter tomado esta decisão logo de início, há três anos. Se calhar tinha sido mais fácil.
Vou ter saudades daqueles que me eram mais próximos. Vou ter saudades das gargalhadas, dos sorrisos e de me sentir e fazer os outros sentirem-se confortados depois de uma desilusão.
A vida segue, e sei que ninguém pode mudar o passado e tudo o que de bom aconteceu.
15.9.06
13.9.06
Absense
A minha ausência pode estender-se indefinidamente, mas neste dia em particular eu regresso. Envolta em nuvens negras de fúria, eu regresso. As pessoas estúpidas serão sumariamente executadas da minha presença. Há demasiadas pessoas estúpidas. Pior, a inveja anda agarrada à estupidez como a merda anda às moscas. A mediocridade auto compensa-se.
2.9.06
Ciúme

O ciúme é uma forma de manipulação e chantagem emocional, pela vitimização, procurando infligir o sentimento de culpa ou revestir-se de despeito por algum ressentimento.
Depende do que considerarmos o que se chama "submissão activa" (consentida ou assumida). Há quem só conceba alguém na sua vida, se esse alguém a dominar.
Mas esta submissão pode também ser uma subtil forma de controlo..uma espécie de "alugar meio campo" em linguagem futebolística, deixar o outro iludir-se na vã glória do domínio..e o caçador torna-se a presa.
Nem uma nem outra parecem formas saudáveis - sentir ciúmes ou provocar ciúmes, de viver uma relação. É uma arma e é desnecessária, pois uma relação não é uma guerra.
É incompreensível. Para quem o sente porque não é admissível, para quem o promove porque é uma manifesta idiotice. É pretender culpar o outro por não ser o que nós queremos que seja, ou projectar em alguém uma falência nossa, que só nós podemos resolver e ultrapassar.
Porque na pratica é insegurança, chantagem emocional, amor obsessivo. É também traição por supor confiança não retribuída, é um bilhete de ida à fava...
25.8.06
é muito mais

Olha.
É muito mais do que posso te explicar. Na verdade é muito mais do que posso compreender e é isso o que complica tudo. Quando não penso, sinto, e explode tudo em febres na pele, no corpo. As emoções são emoções, pura e simplesmente. Não são boas ou ruins, são-o.
E quando não podem entrar na minha cabeça, trilham o seu caminho para fora do meu corpo, explodem, doem. Vivem. E é só isso. Nada de mais, enfim. É só um corpo a mais, a sentir emoção a mais.
24.8.06
Os gatos

Com inteligência e cultura, sem cair no grosseiro ou vulgar, rejeitando o humor boçal mas fazendo também dele a sua fonte de inspiração, os moços passaram de uma sub-corrente humorística a uma loucura nacional.
Agarram em situações palermas e ridículas, encenam-nas e dão-lhes a volta, surpreendem-me com a sua perspicácia. É impossível não vermos retratado o 'povinho' português - mas todo o povinho, eu incluída - e o seu quotidiano nas suas satirizações, não nos rirmos de nós próprios...
Miguel Góis, Tiago Dores, Ricardo Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela são nomes que já se demarcaram há muito no humor português.
Começaram todos como criativos nas 'Produções Fictícias', onde escrevem textos de humor por encomenta (Herman José e Maria Rueff são alguns dos clientes habituais). Em conjunto começaram um blog com o nome 'Gato Fedorento', onde postavam textos humorísticos de grande qualidade.
Os textos brilhantes apagam o amadorismo da representação, o ritmo de humoristas sabe dar a volta à escassez técnica. Neste momento estão um pouco apagados.
Eu vejo (sempre!)
21.8.06
O sonho

É tão bom sonhar
Eu, que gosto e admiro tanto o céu perco-me a olhar cada estrela todas as noites. É um momento único e reconfortante que me acompanha há muito. Dou braçadas por entre as estrelas como se fossem ondas do mar. Sozinha, entregue aos meus pensamentos, aos meus sonhos. E tanto que sonho. Nem 10 vidas chegariam para viver todos os meus sonhos. Recebo de cada estrela um sinal, uma mensagem, uma ajuda, um conselho, uma música, uma voz. Levo-as comigo para a cama. Durmo tranquila.
19.8.06
A Felicidade

A felicidade geralmente está nas mínimas coisas. Na respiração, na temperatura do corpo, às vezes na sorriso que parece sísmico, um vulção. E eu fico feliz por ter visto a felicidade nestes olhos, por ter sido um pouco responsável por ela. E fico mais feliz por ter sentido a sinceridade que vem dali de dentro - e sinceridade esta que é parte integrante e insubstituível da minha felicidade. O especial reside aí.
16.8.06
Sensações inéditas

Quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.
Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais.
Sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.
Quero que o facto de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.·Quero uma primeira vez outra vez. Dar um primeiro beijo a alguém que ainda não conheço, um passeio por uma nova cidade, fazer algo que nunca fiz, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.
Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, compor a minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são comuns.
Queria compreender e aceitar que não tenho controlo nenhum sobre as emoções dos outros, sobre as suas escolhas, sobre as suas falhas e também sobre os seus sucessos.
E na minha insignificância gostaria de deixar de ser tão misteriosa para mim mesma, compreender que tenho outras possibilidades de existir. O que quero mais? Escutar-me e obedecer ao meu lado mais transgressor.
Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.
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