23.9.04

ai ai ..(sem título!)

Não estou inspirada como antigamente. Deve ser da confusão em que está a minha vida, o tempo que urge e não deixa visitas diárias, muito menos escrias diários. A inspiração manda lembranças, mas ela precisa descansar. Assim que a confusão passar, ela voltará, até lá vou inventar textos falhados, letras arrastadas ou qualquer outro modo de dizer um olá, de deixar um beijo, de sorrir com as letras.

22.9.04

"Cópias dos céus"

Existem coisas que eu entendo e outras que eu nunca vou entender . Todos os dias recebo textos por e-mail. Alguns que não passam de um monte de asneiras em tom de doutrinação barata e chata, muito chata mesmo. Porém outros realmente têm algo a dizer, e dizem. E estes, não fossem 99% das vezes a maldita frase no final: "para provar que tu és fixe envia aos teus amigos", eu juro que envio.

Sim, o texto pode ser uma obra prima de conceitos e erudição, mas basta vir acompanhado daquelas frases que têm esse sentido e eu apago logo sem dó nem piedade. Não gosto de reencaminhar textos cujo autor desconheço. O roubo intelectual é um nojo!

É um nojo porque as pessoas acham que produzir um texto, um poema, uma crónica, um livro, um post, ou um bilhete que seja, é algo feito num momento de inspiração, dom e não fruto de trabalho, empenho e conhecimento. E se é algo que "copias dos céus", que importância têm que o teu nome conste ou não no final do mesmo, não é? Afinal, inspirações divinas surgiram para serem compartilhadas. Egoísta aquele que quer ter propriedade sobre as palavras, sobre o conhecimento que produz. A meu ver: infeliz aquele que faz boa figura com o que é dos outros, isso sim. Existe o dom e a inspiração? Realmente existe, e nenhuma obra prima se produz sem elas, mas estes não são nada se a pessoa não estiver instrumentalizada de forma a poder transformá-los em algo palpável. Não basta ter a ideia, temos que saber trabalhá-la.

Ou seja: Faz-se luz, nasce a ideia, e imaginemos que seja um texto , trabalha-se o mesmo, às vezes escreve-se e reescreve-se diversas vezes na totalidade ou em partes; , aplica-se no texto anos a estudar, no mínimo, a língua pátria, fora aqueles dedicados à leitura, à pesquisa, quiçá a uma formação universitária, além de, inclusive, a própria experiência de vida, e para quê?

Para vir um Zé Manél qualquer, roubar o fruto do empenho alheio e publica no próprio blog, ou o envia por e-mail para os outros como se fosse seu.

A Blogoesfera está minada de "Cópias dos céus".

20.9.04

Sobre mudanças...

Por enquanto "estou perdida"... Cheia de coisas para estudar ... Não estou ansiosa por resolver este problema, até porque seria muita ingenuidade minha querer resolver esta questão tão rapidamente. Resolvi ter paciência e estar sempre firme sobre o propósito dos meus objectivos, mesmo que num primeiro momento eles pareçam quase irrealizáveis. Quero apenas um lugar tranquilo no mundo, só isso...

16.9.04

Sem mais para dizer , por agora!

Penso que escrever nos blogs é tudo uma questão de fases. Até há bem pouco tempo eu tinha sempre assunto, chegava mesmo a escrever dois textos num dia. Não acho que tenha esgotado os meus assuntos, porque eu costumo escrever sobre tudo e terei sempre o que falar, não posso dizer que é falta de tempo, ando um pouco mais ocupada, mas acho que o tempo é uma questão de preferência. É verdade que também não visito blogs com a mesma frequência e, muitas vezes não deixo comentários. Porquê? nem sei. Se não tenho nada de muito interessante para falar, por mais interessante que seja o post, prefiro não comentar do que sentir-me na obrigação de deixar as minhas marcas. Digamos que o blog era prioridade média e agora passou a mínima.

A vida é uma mutação constante.

13.9.04

A amor é eterno enquanto dura

Está a crescer o número de pessoas que sofrem "morbidamente" com os relacionamentos desfeitos, aumentando assim, o número de pessoas com doenças nervosas e isolamento forçado.

Para ele
Tu que há duas semanas atrás rias de tudo, estavas cheio de planos e sonhos, de repente, sem mais nem menos, apareces com olheiras profundas, poucas palavras, quando insistimos na resposta para aquele estado, descobrimos que houve um "término no relacionamento". Por que é que casais que tinham tudo para dar certo separam-se de repente? Por que é que a maioria das pessoas têm tanto medo de se relacionar, e quando o fazem, fazem-no de forma doentia, com sentimento de posse total? Por que é que, cada vez menos, encontramos casais realmente felizes que estão juntos há 20,30 anos e que parecem ficar melhor com o tempo?A resposta continua na imaturidade das pessoas, na falta de diálogo e principalmente, na pressa de realizar ou consumar tudo o que achamos que merecemos de um amor. Beijos à tarde, sexo à noite, separação na segunda-feira de manhã. Existe uma ansiedade generalizada em torno das pessoas para encontrar a tal "alma gémea" que faz com que todos os relacionamentos já nasçam "mortos", porque há uma expectativa exagerada dentro das pessoas sobre o seu par ideal.

Deverias sim prestar mais atenção ao tempo de cada fase no amor, e ir saboreando lentamente cada emoção, cada palavra, cada novo sentimento e conter as emoções, para que possa ocorrer a entrega total, cada um é livre de fazer o que quiser, mas nem tudo gera coisas boas, por isso, cuidado. Por isso, é preciso que valorizes o Homem como um ser humano único, individual e merecedor de carinho, atenção, amizade, saúde e paz, por isso, não entregues o teu coração, os teus sentimentos para qualquer uma e não sofras muito tempo por alguém que na verdade, não soube reconhecer a tua dedicação e amor. Liberta-te! Quando amares, diz simplesmente: "preciso de ti porque te amo", mas nunca, jamais, de maneira alguma: "eu amo-te porque preciso de ti", são duas coisas bem distintas, na primeira frase demonstras maturidade e confiança nos teus sentimentos, na segunda, mostras toda a tua dependência em alguém para ser feliz, e isso é muito triste para um ser humano.

Depois do término de relacionamentos de amigos , o que posso eu fazer ?! escrever umas linhas a "ensinar o pai nosso ao vigário" enfim!!!

E não é que funciona? Lentamente , mas funciona!

12.9.04

Indefinições e afins!

A história de cada um de nós está intimamente ligada às experiências que vivemos. Nós somos a nossa memória, as nossas lembranças. Quando ouvimos uma música, ou visitamos um lugar desconhecido as associações com pessoas ou experiências anteriores são inevitáveis. Assim como é inevitável passar impunemente as páginas de um livro bom e não sorrir ao lembrar as imagens que construímos ao lê-lo ou olhar para uma fotografia de um momento feliz e não sentir um arrepio na espinha, um frio na barriga...Nós somos a nossa memória, as nossas lembranças..."o que a memória ama, fica eterno". E eternas serão as lembranças boas que trazemos connosco. Há uma memória colectiva, também chamada memória involuntária, que é a memória que constitui uma sociedade, os pensamentos de um povo, mas nesta memória está intrínseca a memória particular, a individual.

É possível criar esta associação da memória individual com a memória colectiva quando existe uma base comum, um "concordar" ou um sentimento colectivo, como o que existe durante as manifestações desportivas ou o que tentou ser criado durante o 11 de Setembro: uma nacionalidade exagerada que criaria uma identidade nacional comum.

Não sei porque pensei nisto agora. Talvez porque passei parte da minha tarde a estudar a memória e suas teorias para preparar um trabalho ou pela música que ouvi pela milésima vez e a olhar pela janela senti um vento fresco no rosto e criei imagens de um passado-próximo que me fez viajar nas lembranças. Aquele música, ouvida mais uma entre tantas outras vezes, conseguiu despertar, naquele momento específico, lembranças sepultadas e guardadas no íntimo mais secreto das minhas lembranças. Talvez tenha sido este calor, que deixa os dias e noites deliciosamente provocativos. A música em si não diz nada de novo, de especial, porque ela não existia no momento em que a vivi no passado, mas ganhou significado quando a associei ao passado que aquele vento despertou.
E em silêncio aguardo o par para a próxima dança. Exorcizei todos os fantasmas que ainda rondavam os meus dias e agora calmamente aguardo. Calma, feliz e bem resolvida! Já não me falta quase nada, um pouquinho de nada e o paraíso será completo.Nem os tentáculos desta cidade, que irá prender-me por mais tempo aqui, consegue tirar a paz do meu coração.Tudo é paz, tudo é calma, tudo é confiança. E o meu coração, que já conheceu o grito, o sangue, o medo, o frio, agora pacientemente espera...Com tantas tempestades e atropelos e risos e sonhos ele, que ainda não sabe bem o que quer, agora já tem certeza do que não quer.
***

10.9.04

As minhas apostas!

Sempre me esforcei muito: desde pequena, sentia que o mundo esperava de mim uma estrelinha dourada no peito, testando a boa aluna, a criança prodigiosa, o talento natural: um apurado projecto. Afinal fui uma menina dada a riscos, que precisava corresponder às expectativas de sucesso que me assolavam e àquelas outras, ainda mais cruéis, com que eu mesma me fustigava. Queria, sim, ser o exemplo. Cresci com o estigma da eficácia, a sofrer a cada (inevitável) constatação de falhar a que, como qualquer um, também estou sujeita. E que sem cansaço nem piedade me lembra a condição de condenada como todos, equivocada como poucos na ilusão, assim foi, assim é.

Penso muito para entender as opções, as associações ramificam-se sem fim, até esqueço os objectivos no meio de tantas possibilidades. Esforço-me por compreender as escolhas que classifico prematuramente como falhas, por acreditar na rectidão das minhas intenções ou para sustentar causalidades defensáveis, que os erros mesmos só se confirmam com a experiência, qualquer especulação não leva a mais longe que um conjunto de mais e mais questões. Eu projecto-me, enfim, de respostas que não controlo nem posso prever. Sou uma jogadora cautelosa, avalio as alternativas. Por isso não estou preparada para perder as minhas apostas.

7.9.04

Frase do dia...

''Segundo os orientais a paciência é o inimigo interior que impede que combatamos as adversidades externas. Ás vezes é difícil para nós os ocidentais cultivarmos a paciência''...Frase "animadora" de uma conversa ... Hoje tive uma manhã 'daquelas'... pensei que o mundo ia desabar na minha cabeça... mas felizmente sobrevivi...

2.9.04

Um sinal de imaturidade

Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como as velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como as folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo volte a ser belo. Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos. A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.

A vida é o que é, e não pode ser mais do que isso. Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejámos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo...

A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso. E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos... Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão.

Há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir de roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é. Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engordam, partem-se, ganham rugas... terminam. Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura...De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.

30.8.04

Falta de Imaginação

Provavelmente escreverei algo menos interessante durante estes dias.A minha auto-crítica latente tem me inibido no meu processo criativo. Assim, quando surgem grandes ideias para escrever muitas vezes não tenho um papel para registá-las e as ideias perdem-se naturalmente. Talvez eu devesse andar com um bloco de notas para não perder nenhum grande surto de inspiração quotidiana. Enfim, planos. Então assim tenho lido muito, visto centenas de filmes. Livros, dvd's, cinema - férias culturais. Resolvi ir em frente com os meus planos de aperfeiçoamento pessoal. Afinal, se eu não escrever da melhor forma, digo correctamente, com coerência, sem atropelos (tão comuns na minha ansiedade constante), o melhor mesmo é esperar uns dias... amadurecer mentalmente para escrever melhor. Eis a minha decisão.

Estão prestes a ocorrer uma série de mudanças e não há como negar que todas as mudanças me assustam. Tenho tentado adaptar-me à ideia como posso, mas não nego que sinto uma grande resistência a estas transformações. Estive mal-humorada a semana toda e reflecti sobre centenas de coisas... Porque se estou num mau-humor constante é sinal de que não estou satisfeita com a minha vida. E, nesse sentido há muita coisa que preciso mudar... Para melhor, claro...Bom, nem sei mais o que dizer... estou no meio de um turbilhão de pensamentos confusos na minha cabeça... muitas mudanças a vista...


Entretanto tenho a sensação que o Sapo endoideceu de vez !!!!!! Vou então comemorar este 1º lugar...follow me ..

28.8.04

O Grito meu!

Hoje sentei-me mais perto das pessoas, com vontade de abraçá-las, contive-me um pouco. A minha expressão de dor criava uma barreira fácil, pertinente. Arrastei a cadeira naquele salão onde todos os barulhos eram senão barulhos, arrastei-a deixando algumas marcas no chão. Terapia intensiva, apoio a qualquer dor, dizia-me vem, desabafa comigo, todos os dias, por volta das cinco da tarde, se quiseres eu aguardo, mas vem, a minha intenção é a melhor, eu posso ouvir-te. Foi então que, depois de arrastar lentamente, a cadeira através do salão reverberante e ficar o mais próxima possível dos ouvidos emprestados, ele abriu a boca. Um grito imenso e sem vírgulas:- Mandaram-me tomar conta de ti mas quem é que toma conta de mim?

Bebeu o resto do copo d´água e saiu por todas as portas ao mesmo tempo, deixou em mim uma marca grande e bruta.

27.8.04

"Paxei pa paxar!!!!!!"

Quando não se escreve nada , dá-se elogios àqueles que o fazem ou então protesta-se contra determinada forma de escrever.

"Paxei aki pa pedir pa paxarem a musik dos The Wesel i a dos OZone ...bjikos Pataruxo". Pois é , a MTV Portugal passou hoje em rodapé esta mensagem de uma espectadora "ucraniana" só pode!. Experimentem ler a frase tal e qual como lá está !? E que tal ? Parecem uns parvos com deficiências na fala? Eu não tenho nada contra a forma de escrever de cada um, e viva a liberdade de expressão, mas penso que deve haver um mínimo. Custa muito escrever maS com S (como realmente se escreve!). Ficam mais homens se escreverem com X maX .

Mas não! Escrevem max e paxei para paxar a paxaxa do paxado.

Há quem diga que é para abreviar , mas abreviar o quê???!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!MaS e MaX..onde está a abreviatura??? TenhO e tenhU..digam-me onde está a abreviatura?
Serão estas abreviaturas sinal de modernidade? que decepção linguística a minha! O Paxei pa paxar não me sai da cabeça :/
E o mais engraçado é que já encontrei blogs escritos assim! Num paxei pa paxar a paxaxa k nem vos paxa amiguxs...e são as ninas k xkrevem à modernu...
Já penxaran xtimadus leiturex se eu xkrevexe asin???!!! persebian ?? voltarian?

Eu acho que não. Felizmente a maioria dos blogs, independentemente do conteúdo são escritos num português perceptível a bem da nossa integridade linguística.

Cá está a prova dos nove:
"PEOPLE PRECIZO DE COMENTARIOS .... N KERIA TAR A SER MT XATA ..... MX GXTU TANTU TANTU D LER OS VOSSOS COMMENTS ,..... PLEASE *** (NEST MOMENTU IMAGINEM A MH CARA D SANTA)" in algures nos blogs do Sapo.

25.8.04

Aprender

Tenho uma agenda guardada na gaveta com páginas e páginas vazias desde o dia em que deixei o passado para caminhar no futuro desconhecido. Nela não escrevo sobre actividades simples de antes, urgências de um mundo que ficou para trás e de que já não faço mais partem.Como as páginas vazias da agenda que folheio às vezes por puro hábito, os meus dias têm sido brancos e desiguais. Alterno entre uma imensa esperança que me tira da cama e me faz escalar os muros que se erguem à minha frente e em desânimos que me derrubam e me entristecem. Uma montanha russa de sensações. Uma enorme fragilidade quebrada por uma força que não sei de onde vem. Há dias que uma simples brisa suave me parte em pedaços, há outros que nem uma tempestade me abala. Coragem e incapacidade alternam-se , ferindo tudo aqui dentro. A novidade que sempre me apavorou, tem me feito rever conceitos que acreditava serem verdadeiros...Quebro-me e refaço-me o tempo todo. E a cada vez que volto, faço-me de aço na tentativa de ficar mais forte. Aumentam as dificuldades, aumenta também a vontade de vencer. Penso que seria mais fácil desistir e lembro-me que até para voltar é preciso ter muita coragem.Tenho-me questionado se existe limite para o preço pago pela realização de um sonho e até quanto vale a pena realmente pagá-lo. O sonho em si é tão maravilhoso, que esquecemos que é necessário tornarmo-nos outra pessoa para vivê-lo , é preciso aprender a caminhar de novo, a viver de forma diferente, a aprender de outra maneira.

Agora só vejo paredes à minha frente, mas quem foi que me disse que as portas estão sempre abertas? Claro que eu sempre as quis, enormes, fáceis, disponíveis. Mas nunca foi assim, nunca houve portas fáceis . Muitas vezes tinha sangue nas minhas unhas de criar portas onde não existiam. A minha agenda vazia não me diz o que devo fazer e assim vou andando no vazio à procura do manual que me ensine a caminhar por aqui. 18/05/2001

Hoje não estou muito bem , não sei o que se anda a passar , fiz uma rotura de ligamentos sem ter caído, sem me ter aleijado , sem nada! Ontem de manhã acordei assim, com uma enorme dor no pé , hoje fui ao médico e tenho uma rotura de ligamentos , se eu acreditasse em bruxedos diria que estou sob o efeito de um ou então caí e não me lembro.

23.8.04

Conceitos e Pontos de Vista

Uma imagem vale mais que mil palavras....As minhas palavras por vezes escondem mistérios, reticências e, quase sempre, não reflectem os meus pensamentos por inteiro, na sua essência. Não tenho conceitos formados sobre tudo o que me rodeia e isto é reflexo da falta de conhecimentos que não adquiri (ou que não reflecti melhor) nesta existência. Assim, vivo entre preconceitos e emissão de pontos de vista sobre determinados assuntos, sem o domínio necessário para me posicionar - é o que se chama de "alienação". Cresci com aquele discurso de que certas coisas não se discutem, principalmente quando o assunto envolve "gostos pessoais", "paixões cegas" e muitas polémicas, que por pouco se transformam em desnecessárias "zangas". Mas aprendi a não ficar "em cima do muro" e, mesmo sem um conceito obtido através de experimentações concretas e exactas, consegui modificá-los no decorrer do tempo.


No futebol, por exemplo: fui sempre uma adepta muito soft, assisti a poucos jogos na televisão, sofria muito pouco com a derrota do clube de coração . O futebol hoje é um negócio que envolve muito dinheiro e está infectado pelos aproveitadores e ladrões; empresários de futebol idem; os jogadores, salvo raras excepções, não tem nenhum compromisso com o clube e com os adeptos dele. Achei óptimo o futebol português ter sofrido uma grande humilhação em Atenas, pois somente assim assistiremos a outros desportos que não se evidenciam devido ao grande monopólio que representa o futebol na comunicação social.

Este é o melhor momento para o país mostrar que existem atletas que dedicam a sua vida a um desporto. Em relação à política, presto atenção a tudo o que diz respeito aos factos sociais, económicos e políticos. Corrupção, roubos, extorsão, desonestidade e outros termos, são relativos a partidos políticos e aos seus membros, que visam mais os interesses pessoais do que a busca de um mundo melhor, de um país mais digno. E esta acção política distorcida acaba por envolver toda a sociedade que sofre da falta de verdadeiros conceitos, como o de honestidade, que é muito "variável", conforme a educação, a conveniência ou orientação das pessoas. Os horários políticos, os debates, os comícios que nos enchem as televisões sempre que se aproximam as eleições, representam um novo momento da busca de representantes para as cidades, tão carentes de um planeamento urbano sério, com conceitos verdadeiros para o desenvolvimento sustentável, onde o ser humano deve ser o principal agente.

20.8.04

Exotismo meu

Chamaram-me exótica, mais uma vez na vida. Exótica tem o sabor da qualidade das aves perdidas e multicores, de penas longas e natureza extinta, espantadas, tagarelas. Difícil é lidar com o que definha as minhas condições de normalidade. Exótica é tudo o que não quero por perto nestes dias de calor, num dia de sair sem asas, num dia concreto e aborrecido. Exotismo vem da margem impossível do olhar alheio, da parte que não me toca, do deslocamento de partículas criativas a meu respeito sem nenhum respeito, da tentativa de sistematização do meu carácter. Chamaram-me exótica e a minha univocidade saltitou além dos meus limites, aos berros e safanões, por não estar preparada para ir além deles que aliás, construí com tanto carinho.
Complicado, não?